Mais de 300 mil já receberam ajuda alimentar no Haiti, diz ONU

Programa Mundial de alimentos ampliar auxílio com refeições diárias para 100 mil haitianos na próxima semana

Efe,

22 de janeiro de 2010 | 09h22

Mais de 300 mil pessoas já receberam ajuda alimentícia no Haiti desde o terremoto do último dia 12, enquanto há distribuição de água em vários pontos da capital haitiana, Porto Príncipe, embora nem sempre de boa qualidade, disse hoje a ONU.

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Segundo informações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), o Programa Mundial de Alimentos (PMA) já entregou quase três milhões de porções de comida a mais de 200 mil pessoas - a proporção é de três porções por dia e pessoa para cinco dias. Outras 100 mil pessoas receberam ajuda alimentícia de outras organizações.

Apesar destes números, a ajuda continua sendo insuficiente, pois a ONU calcula que até dois milhões de pessoas ainda precisam de alimentos. O PMA estabeleceu como objetivo distribuir dez milhões de porções de alimentos na próxima semana, alcançando 100 mil pessoas por dia.

 

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Quase 150 aviões com ajuda aterrissam a cada dia no aeroporto de Porto Príncipe, mas outros mil esperam sua vez de pousar com sua carga. "A estrada que vem da República Dominicana continua sendo a melhor opção para a maioria das cargas que chegam", afirma a Ocha.

O porto da capital haitiana já está em operação e pode receber 250 contêineres diariamente, com o objetivo de chegar a 350 contêineres diários na segunda-feira.

As organizações de ajuda começaram a levar assistência para outras cidades haitianas afetadas pelo terremoto.

Segundo as últimas avaliações da Ocha, em Leogane, cidade que ficou com entre 80% e 90% dos edifícios destruídos, morreram entre cinco mil e dez mil pessoas, de uma população de 134 mil.

Em Petit Goave, os danos foram menos graves do que o esperado. A cidade ficou 15% destruída e 1.077 pessoas morreram, de uma população de 254 mil habitantes. Não há estimativas sobre Gressier, Carrefour e Jacmel, todas com índice de destruição de entre 40% e 60%. Em Porto Príncipe, os dados do Governo haitiano falam de 75 mil mortos, 200 mil feridos e um milhão de deslocados.

 

 

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