Mais dois ex-prisioneiros políticos de Cuba chegam à Espanha

Segundo governo espanhol, outros dois dissidentes devem chegar na a Madri na quinta

Estadão.com.br

14 de julho de 2010 | 10h34

MADRI - Dois ex-presos políticos cubanos chegaram nesta quarta-feira, 14, ao aeroporto de Madri, informou o governo da Espanha. Os ex-prisioneiros somam-se aos sete que chegaram no país na véspera, todos parte dos 52 presos de consciência que o regime de Havana decidiu libertar. As informações são da agência internacional de notícias AFP.

 

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Se trata dos jornalistas Normando Hernandez, de 40 anos, e Omar Rodriguez, de 44. Ambos chegaram ao aeroporto madrilenho de Barajas às 14 horas locais (9 horas em Brasília) em um voo comercial da Iberia acompanhados por 13 familiares, assinalou a fonte do Ministério de Exteriores espanhol..

 

Para a quinta-feira, está prevista a chegada de outros dois ex-presos à Espanha - Luis Milán, de 40 anos, e Mijail Bárzaga, de 43.

 

O presidente do governo espanhol, o socialista José Luis Rodriguez Zapatero, sublinhou nesta quarta-feira no Congresso dos Deputados a "influência" do Executivo espanhol na decisão das autoridades comunistas cubanas de libertar 52 prisioneiros políticos.

 

"Na terça mesmo se fez palpável nossa influência para que um grupo de cubanos desfrutem, em nosso solo, de sua própria liberdade", disse perante os deputados durante seu discurso no debate anual sobre o estado da nação.

 

Havana anunciou estas libertações na quarta-feira passada, durante a visita a Cuba do ministro espanhol de Assuntos Exteriores, Miguel Angel Moratinos, que mediou ante o regime junto com a Igreja Católica cubana para a libertação dos dissidentes.

 

Moratinos assegurou na terça que, com estas libertações, "o cenário que se abre em Cuba (...) implica uma nova vontade do governo cubano" de "fazer acontecer de forma definitiva a libertação dos presos políticos" e de avançar "em matéria de reformas econômicas e sociais".

 

Se trata além disso de "uma oportunidade que devemos aproveitar para redefinir a relação entre a União Europeia com Cuba", acrescentou.

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