Mais um chefe das Farc morre em bombardeio na Colômbia

Um líder da guerrilha Farc morreu num bombardeio militar colombiano perto da fronteira com o Panamá, disse na segunda-feira o chefe nacional de polícia da Colômbia, general Oscar Naranjo.

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

04 de outubro de 2010 | 17h34

O comandante guerrilheiro conhecido como "Silver" comandava as finanças e a logística da 57a frente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), e morreu junto com quatro outros rebeldes no domingo, como parte da chamada Operação Darién, realizada numa zona de selva na região de fronteira, segundo Naranjo.

"Foram recuperados cinco corpos depois de ser lançada uma operação com a Força Aérea, que de maneira muito precisa impactou a zona de acampamento", afirmou o general num ato de governo na cidade de Cali, com a presença do presidente Juan Manuel Santos.

Naranjo disse que o ataque foi "uma ação sistemática e estrutural contra essas quadrilhas, que como nesse caso eram o tripé sobre o qual se edificavam as finanças terroristas das Farc em associação com o narcotráfico".

Colômbia e Panamá têm uma fronteira terrestre de 266 quilômetros, numa zona de selva que é utilizada pela guerrilha para o tráfico de drogas e armas. A frente rebelde atacada foi responsável pela morte de 200 soldados da Marinha num ataque no final de 2000, além de sequestros e extorsões em uma ampla área do noroeste colombiano, segundo o governo.

As Farc vêm sofrendo pesadas baixas e milhares de deserções nos últimos anos. Há pouco menos de duas semanas, outro bombardeio matou o comandante militar Jorge Briceño, o Mono Jojoy, o que Santos disse ter sido o golpe mais contundente contra a guerrilha em seus quase 50 anos de história.

"Continuaremos com mais operações até que possamos dizer (...) que ganhamos a paz", disse Santos.

Apesar das baixas dos últimos anos, as Farc ainda dominam amplas zonas rurais do país e mantêm sua capacidade de realizar ataques de grande monta em selvas, montanhas e eventualmente em cidades.

Apontada como organização terrorista por EUA e União Europeia, a guerrilha é acusada pelas autoridades de usar o narcotráfico e sequestros para financiar sua luta armada contra o governo.

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