Mais um preso político foi enviado para a Espanha

Arturo Pérez de Alejo Rodríguez, condenado a 20 anos, viajou junto com sua família para a capital, Madri

Efe ,

21 de julho de 2010 | 00h01

HAVANA - Após as primeiras onze libertações e envios de dissidentes cubanos à Espanha na semana passada, o preso político Arturo Pérez de Alejo Rodríguez partiu nesta terça-feira, 20, para Madri acompanhado de sua família, afirmaram fontes.

Pérez de Alejo, condenado a 20 anos de prisão na Primavera Negra de 2003, viajou nesta noite em um voo regular para a capital espanhola, junto a sua mulher, filha e mais quatro parentes, confirmou sua sogra, Migdalia Sabina, Migdalia Sabina, residente na província central de Villa Clara.

Migdalia disse que Alejo e sua filha, Moraima León Sabina, telefonaram para ela do aeroporto internacional José Martí, quando estavam prestes a embarcar com destino a Madri.

O Ministério de Assuntos Exteriores espanhol anunciou nesta semana que estão previstas as libertações e viagens à Espanha de Manuel Ubals González, Ricardo Enrique Silva Gual, Alfredo Manuel Pulido López, Blas Giraldo Reyes Rodríguez, Jorge Luis González Tanquero, José Ubaldo Izquierdo Hernández, Antonio Ramón Díaz Sánchez e Pérez de Alejo, que iriam acompanhados de 38 familiares.

Desde 14 de julho, quando viajaram o jornalista independente Mijail Bárzaga e o dissidente Luis Milán, não foram mais feitas libertações.

O governo de Cuba anunciou no início do mês que libertaria 52 presos políticos em um prazo máximo de quatro meses como resultado do processo de diálogo aberto com a Igreja Católica cubana e apoiado pela Espanha.Os dissidentes presos são os remanescentes dos 75 presos na onda repressiva da Primavera Negra de 2003. Eles cumpriam até 28 anos de prisão.

Já foram enviados à Espanha 11 dissidentes cubanos. Entre quarta e sexta, mais oito prisioneiros devem chegar a Madri. O governo confirmou que a primeira libertação inclui um grupo de 20 presos que, consultados pela Igreja Católica, aceitaram viajar à Espanha após sua libertação. Os outros serão libertados em até quatro meses.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.