Manifestação reúne mais de 10 milhões contra as Farc

Protesto, inicialmente virtual, ocasionou manifestações em mais de 130 cidades no mundo

EFE

05 de fevereiro de 2008 | 02h53

Mais de 10 milhões de pessoas participaram nesta segunda-feira das diversas manifestações contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em mais de 130 cidades da Colômbia e do mundo, calculou um dos organizadores da manifestação. "Entre 10 e 15 milhões de pessoas" se somaram à convocação de um grupo de jovens contra as Farc, disse Pierre Onzaga, da organização da manifestação na capital colombiana. No entanto, o número de manifestantes não foi contabilizado por outras fontes, apesar de diversos meios de comunicação colombianos terem assinalado que milhões de pessoas saíram às ruas no país. A manifestação foi convocada no dia 4 de janeiro por um grupo de jovens colombianos através da rede social de internet "Facebook" com o título "Um Milhão de Vozes Contra as Farc". O protesto, inicialmente virtual, se transformou em realidade e manifestações foram organizadas em mais de 130 cidades no mundo, além das localidades colombianas. Pelas ruas de Bogotá marcharam milhares de manifestantes com cartazes nos quais eram lidas frases como "Não às Farc", "Não aos seqüestros", "Não às mortes" e "Não ao terrorismo". Prédios, varandas e até andaimes de obras de construção foram enfeitados com bandeiras brancas e colombianas, cumprimentando a passagem dos manifestantes pelas principais ruas e avenidas. Muitos estabelecimentos comerciais e escritórios fecharam as portas pouco antes do meio-dia (horário local) para permitir que seus funcionários participassem da manifestação. Os participantes, concentrados em vários pontos de Bogotá, marcharam usando camisetas com a legenda "A Colômbia sou eu" e alguns deles lançaram balões brancos, simbolizando a paz, um panorama que se repetiu ao longo do país. As Farc, fundadas em 1964, são a maior e mais antiga guerrilha do país, e mantêm mais de 700 pessoas seqüestradas, segundo fontes oficiais. Entre os reféns, está um grupo formado por políticos, militares, policiais e estrangeiros que a guerrilha pretende trocar por cerca de 500 rebeldes presos.

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