Manifestantes entram em confronto com a polícia em Buenos Aires

Grupo depredou estação de Constitución ao protestar contra atraso de horas em linha de trem

Reuters, AP e Efe,

23 de dezembro de 2010 | 22h39

 

Polícia usa jatos d'água para reprimir manifestantes na entrada da estação de Constitución

 

Atualizado às 01h22

 

BUENOS AIRES- Um confronto entre a polícia manifestantes que protestavam contra a suspensão de um serviço de trens na capital argentina deixou doze feridos nesta quinta-feira, 23, um deles em estado grave, e obrigou a presidente Cristina Kirchner a adiar uma viagem à Patagônia. Um número não determinado de pessoas foram presas.

 

Ao menos 11 pessoas ficaram feridas e 34 foram detidas nos violentos incidentes que foram registrados depois da interrupção do serviço em uma das principais linhas ferroviárias da cidade.

 

Os distúrbios aconteceram depois de sete horas de interrupção do serviço pelo protesto de trabalhadores demitidos, quando a concessionária da estação decidiu fechar as portas e a polícia impediu os passageiros de entrar na estação, o centro de maior número de passageiros de toda Argentina. 

 

 

Muitos passageiros, furiosos com um atraso de horas no serviço ferroviário, começaram a quebrar partes da estação Constitución, onde milhares de pessoas pegam o trem diariamente para voltar aos subúrbios de Buenos Aires.

 

Os manifestantes jogaram pedras na estação e saquearam comércios. Os enfrentamentos pararam durante a noite, mas uma multidão continuava na estação, esperando que a linha voltasse a funcionar.

 

A revolta terminou com a intervenção de carros com água da Polícia, que teve que recorrer as gás lacrimôgenio para dispersar os manifestantes.

 

 

Como consequência dos choques, Cristina Kirchner decidiu passar a noite em Buenos Aires e viajar amanhã cedo para sua casa no sul do país, onde passará o Natal com sua família.

 

Os incidentes aumentaram a tensão em uma semana marcada por cortes de energia em diversas áreas da cidade, causados pelas altas temperaturas.

 

Funcionários do governo culparam agrupações políticas de esquerda pelo incidente, segundo a imprensa local.

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