Manifestantes pedem liberdade de Fujimori no Peru

Ativistas negam responsabilidade por depredar monumento às vítimas de crimes atribuídos ao político

Efe e Reuters,

28 de setembro de 2007 | 09h42

Cerca de mil apoiadores do ex-presidente peruano Alberto Fujimori se reuniram na quinta-feira, 27, no centro da capital para pedir sua libertação. Horas antes, uma passeata foi organizada por seus adversários, exigindo a sua condenação.O ex-presidente Alberto Fujimori voltou ao Peru no sábado, pela primeira vez desde que fugiu do país após o colapso de seu governo de 10 anos, em 2000. Extraditado do Chile, ele irá enfrentar acusações por abuso dos direitos humanos e desvio de dinheiro público. A mobilização fujimorista chegou até o Palácio de Justiça aos gritos de "Libertem Fujimori", segundo emissoras chilenas.  Os filhos de Fujimori, Sachi, Kenyi e a deputada Keiko, participaram da manifestação. Os organizadores pediram que todos mantivessem a calma para evitar incidentes, como o ataque, atribuído a fujimoristas, contra um monumento dedicado às vítimas da violência terrorista.Pela manhã, outra mobilização, com centenas de pessoas, se deslocou pelo centro de Lima para exigir a punição dos crimes contra a humanidade atribuídos a Fujimori e da recente agressão ao monumento que homenageia quase 7 mil vítimas do conflito armado.O monumento "O Olho que chora" foi manchado no domingo com tinta laranja, a cor do grupo que apóia Fujimori.A corte chilena aceitou, por unanimidade, as evidências de dois famosos massacres, conhecidos como Barrios Altos e La Cantuta, no início dos anos 90, quando o Peru estava em guerra com o movimento rebelde maoísta Sendero Luminoso. Estudantes, um professor e uma criança estavam entre as dezenas de mortos nos massacres, que teriam sido promovidos pelos esquadrões da morte do governo, segundo promotores peruanos. Naquela época, o governo alegou que as vítimas eram simpatizantes dos rebeldes. Após a decisão da corte chilena, Fujimori, de 69 anos, disse a uma rádio peruana que havia cometido "grandes" erros enquanto estava no governo, mas se fosse julgado iria provar que agiu adequadamente.

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