Manifestantes saúdam chegada de Evo e Chávez à Unasul

Membros de movimentos de esquerda tomam praça em frente a cúpula para Bolívia; Lula tem recepção fria

Roberto Lameirinhas, enviado especial do Estado,

15 de setembro de 2008 | 18h46

Cerca de 500 manifestantes de esquerda tomaram nesta segunda-feira a praça em frente do Palácio de La Moneda, por onde chegaram as comitivas dos oito presidentes que eram recebidos, um a um, pela presidente chilena e da União Sul-americana de Nações (Unasul), Michelle Bachelet. Membros de movimentos estudantis e sociais - entre eles a radical Frente Patriótica Manuel Rodríguez - saudaram efusivamente a chega de Evo Morales e de Hugo Chávez.   Aos gritos de "uh, ah, Evo no se vá" e portando faixas de insultos aos "imperialistas", os ativistas vaiaram a chegada do colombiano Álvaro Uribe, o primeiro presidente a ser recebido por Bachelet no tapete vermelho instalado na entrada do palácio. A recepção ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, também foi fria por parte dos manifestantes.     Veja também: Cúpula para Bolívia não será palco de radicalismos, diz Chile Lula pretende convencer Evo a aceitar ajuda Entenda os protestos da oposição na Bolívia Entenda o que é a Unasul Enviada do 'Estado' mostra o fim dos bloqueios Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA   Os protestos tornaram-se mais tensos quando um grupo menor de partidários da oposição boliviana - cerca de 80 pessoas, quase todas estudantes bolivianos de escolas de Santiago - também chegou à praça.   Os carabineiros chilenos, numa demonstração de seu know how em operações de contenção de distúrbios, agiram rapidamente e formaram um cordão de isolamento entre as duas manifestações. "Que se vayán los fascistas!", gritavam os ativistas pró-Evo, numa indicação de que poderiam "expulsar" os manifestantes, que carregavam bandeiras verde e branca do departamento boliviano predominantemente opositor de Santa Cruz.

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