Manuel Zelaya fala por celular à Assembleia Geral da ONU

Chanceler hondurenha levou telefone à bancada de oradores para líder deposto pedir ajuda contra golpe

AP e Efe,

28 de setembro de 2009 | 21h23

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, se dirigiu nesta segunda-feira, 28, à Assembleia Geral da ONU por telefone celular, com ajuda de sua chanceler, Patricia Rodas. "Solicito às Nações Unidas seu apoio para reverter esse golpe de Estado e que a democracia seja um bem para todas as nações do mundo", disse Zelaya, enquanto a chanceler colocava o telefone celular no microfone na bancada de oradores da assembleia.

 

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Zelaya, ainda na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, denunciou por telefone que em seu país, "além de um golpe de estado", está sendo instalada "uma ditadura fascista". Terminada a conexão telefônica, a chanceler hondurenha prosseguiu com o discurso de seu país perante a 64ª Assembleia Geral da ONU, que se estendeu devido a eventos em várias ocasiões desde seu início, na quarta-feira passada.

 

Em seu pronunciamento de cerca de trinta minutos, Patricia acusou o governo de facto de atacar as liberdades civis de tal forma que "Honduras está se tornando uma enorme prisão. "Seguimos lutando para conquistar a democracia, desarmados, e somente com a verdade como arma", afirmou ela, que ressaltou a solidariedade internacional com seu país e com Zelaya.

 

A chanceler de Zelaya também pediu à ONU que use a "força de sua autoridade" para acabar com a situação porque, como ressaltou, Honduras "quer ser uma república soberana, livre e independente com uma democracia sólida."

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