Marco Aurélio Garcia prevê libertação de mais reféns das Farc

Os rebeldes das Forças ArmadasRevolucionárias da Colômbia (Farc) devem soltar a ex-senadoraIngrid Betancourt e outros reféns após a programada libertaçãode três prisioneiros, relatou nesta quinta-feira Marco AurélioGarcia, representante brasileiro na missão. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajudou amediar conversas entre Venezuela e Colômbia, que levaram a umacordo para que o grupo guerrilheiro de esquerda libertassetrês reféns até sexta-feira. "Se a operação amanhã for exitosa, e tem tudo para serexitosa, o próximo passo será, sem dúvida nenhuma, a libertaçãode Ingrid (Betancourt) e outras pessoas", disse Garcia, que éassessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais. Lula realizou conversas separadas este mês com o presidentecolombiano, Alvaro Uribe, e com o colega venezuelano, HugoChávez, nas quais ofereceu ajuda na questão humanitária. Garcia será um dos vários observadores estrangeiros atestemunharem a libertação dos reféns na Colômbia, incluindoClara Rojas, capturada durante sua campanha para avice-presidência em 2002, e seu filho, Emmanuel, nascido emcativeiro de uma relação com um rebelde. Ingrid Betancourt, que também possui nacionalidadefrancesa, era candidata presidencial quando ela e Rojas,concorrendo juntas, foram capturadas pelas Farc. O presidente da França, Nicolas Sarkozy, tem pressionadopela libertação de Betancourt. Garcia elogiou Chávez e Uribe por colocarem de lado umimpasse diplomático sobre a questão e concordarem com a missão. "Espero que seja um ponto de partida na reconciliação dosdois governos", concluiu Garcia antes de viajar para Caracas. O plano envolverá representantes da Argentina, Bolívia,Brasil, Cuba, Equador e França, que devem viajar numa caravanade aviões e helicópteros da Venezuela até a cidade colombianade Villavicencio, e de lá, em helicópteros com emblema da CruzVermelha Internacional, até um local não revelado da selva,onde recolheriam os reféns e os levariam a Villavicencio oudiretamente à Venezuela.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.