Marido de Ingrid diz que fim do casamento 'pode acontecer'

Juan Carlos Lecompte diz que casal passa por 'situação complicada' e que ex-refém quer ficar 'só com os filhos'

Efe,

09 de julho de 2008 | 16h01

O publicitário colombiano Juan Carlos Lecompte, marido de Ingrid Betancourt, reconheceu nesta quarta-feira, 9, que atravessa "uma situação complicada" e não descartou que sua relação com a ex-refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) "tenha acabado". O publicitário, que é casado há mais de oito anos com Betancourt, afirmou que uma possível separação "pode acontecer."   "Não penso nisso só agora, mas desde antes", comentou. Lecompte disse entender que a ex-candidata, após mais de seis anos em poder das Farc, queira ficar "só com seus filhos". "Conheço ela bem e sabia que ia me pedir um tempo só com seus filhos. Eu respondi que interiormente já tinha me preparado para isso durante todos estes anos", afirmou Lecompte em entrevista publicada nesta quarta no jornal El Tiempo.   Veja também: Ingrid: 'Com Farc alienadas, será fácil vencê-las' Novo líder das Farc aceita 'contato direto' com Álvaro Uribe O drama de Ingrid Por dentro das Farc  Histórico dos conflitos armados na região    Cronologia do seqüestro de Ingrid Betancourt Leia tudo o que foi publicado sobre o caso Ingrid Betancourt O seqüestro de Ingrid Betancourt    Lecompte desmentiu os rumores sobre as causas do distanciamento e negou que seja por uma suposta relação sentimental sua com uma mexicana durante os anos em que Betancourt ficou seqüestrada. O publicitário também assinalou que se sentia "muito feliz com o resgate", mas ressaltou que "esperava outra coisa."   "Eu esperava um forte abraço", disse. "Não houve um forte abraço. Aí fiquei ao lado, com muita dignidade. Jamais fui protagonista na vida pública de Ingrid", acrescentou.   Além disso, o publicitário disse não se incomodar com o fato de Betancourt ter se referido a seu ex-marido, Fabrice Delloye, de forma carinhosa. "Eles têm uma relação como de irmãos" é "o pai de seus filhos", comentou.   A ex-candidata à Presidência da Colômbia, que também tem nacionalidade francesa, foi libertada junto com outros 14 reféns das Farc em 2 de julho, em uma operação do Exército colombiano.

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