Massacre deixa 12 índios mortos em reserva na Colômbia

Homens vestidos de militares buscavam mulher para pagamento de dívida, segundo fontes locais

Agência Estado e Associated Press,

27 de agosto de 2009 | 08h31

Homens mascarados vestindo uniformes militares sem distintivos mataram a tiros 12 membros da tribo indígena Awa, incluindo cinco crianças, numa reserva localizada em uma região da Colômbia dominada pelo tráfico de drogas.

 

Segundo os líderes indígenas e as autoridades do governo, os assassinatos ocorreram às 5 horas (7 horas no horário de Brasília), quando 10 homens armados abriram fogo sobre duas casas na reserva Gran Rosario, no Estado de Narino. A reserva tem cerca de 1.500 índios Awa.

 

O governador do Estado, Antonio Navarro, disse que as vítimas eram todas da mesma família. Foram mortos cinco homens, duas mulheres, dois meninos, duas meninas e um bebê. Um garoto de 10 anos e um rapaz de 20 ficaram feridos, depois de terem conseguido fugir.

 

A identidade dos atiradores ainda é desconhecida. De acordo com o promotor do Estado de Narino, Alvaro Lara, eles procuravam uma mulher chamada "A Matrona", por causa de uma suposta dívida. "Segundos depois, os homens armados começaram a atirar em qualquer coisa que se movesse", disse Lara.

 

Em fevereiro, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) admitiram ter matado oito índios da tribo Awa numa outra reserva, próxima à do massacre desta quinta-feira, por supostamente terem trabalhado como informantes para o Exército. A região está repleta de plantações de coca e de grupos armados - rebeldes de esquerda e milícias de direita, todos uniformizados - que transformam as folhas em cocaína e fazem o contrabando da droga para fora da Colômbia.

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