Marco Dormino/Minustah/Reuters
Marco Dormino/Minustah/Reuters

Médicos alertam para a falta de remédios no Haiti

Equipamentos cirúrgicos também são raridade no país, que foi atingido por terremoto no dia 12

Agência Estado e Associated Press,

29 de janeiro de 2010 | 12h38

Médicos e funcionários encarregados do resgate afirmam que o tratamento para dezenas de milhares de haitianos feridos pelo terremoto do dia 12 está esgotando as reservas de medicamentos nos devastados hospitais do Haiti. Além disso, médicos de todo o mundo trabalham bastante para atender aos muitos casos.

 

Fármacos básicos como antibióticos e analgésicos estão com estoques perigosamente baixos em alguns hospitais e clínicas de Porto Príncipe e em zonas rurais, alarmando os profissionais. A médica Nancy Fleurancois, voluntária no danificado hospital da cidade costeira de Jacmel, disse a um funcionário da ONU em visita na quinta-feira que sua equipe trata 500 pessoas por dia. Nancy afirmou que precisa desesperadamente de antibióticos e equipamentos cirúrgicos.

 

Em Jacmel, mais de 20 mil pessoas esperam

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tratamento. O subchefe da missão de paz da ONU no Haiti, Anthony Banbury, disse que tentaria resolver os problemas nessas cidade, mas lembrou que há uma "grande necessidade" de medicamentos por todo o país.

 

Além disso, entre as prioridades está o envio de água e comida, assim como de barracas para os desabrigados se instalarem. Há dificuldades para enviar rapidamente esses materiais e muitos problemas para distribuí-los por um país destruído. Há advertências sobre a possibilidade de uma calamidade pública, com dezenas de milhares de haitianos vivendo em acampamentos miseráveis na região da capital, em condições insalubres.

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