Médicos separam gêmeos siameses chilenos em operação de 17 horas

As crianças estavam unidas pela parte baixa do tórax e pelo abdômen. Os corações são independentes

EFE,

30 de setembro de 2007 | 00h32

Uma equipe formada por 50 de médicos chilenos separou neste sábado, 29, dois gêmeos siameses nascidos em março em Santiago, em uma operação que durou ao todo mais de 17 horas, informaram fontes do hospital. Os gêmeos estavam unidos pelo pericárdio (membrana que envolve o coração), o tórax, o fígado e parte dos intestinos, disse aos jornalistas o médico Fernando Betanzo, diretor do hospital onde aconteceu a cirurgia. Betanzo explicou que, devido à complexidade, a operação foi dividida em três fases. A cirurgia começou às 7 horas de sábado pela hora local (8 horas em Brasília).  Segundo o médico, as crianças "estavam unidas pela parte baixa do tórax e pelo abdômen. Os corações são independentes, mas a membrana era compartilhada". A cirurgia não teve complicações e o estado dos gêmeos permanece estável. A mortalidade dos siameses que não são operados é de cerca de 80%, que diminui para 50% quando são separados, ressaltou Betanzo. Entre os 50 profissionais, havia seis cirurgiões, quatro anestesistas e especialistas de apoio, como cardiologistas, nefrólogos, radiologistas e técnicos.

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