Membros da cúpula das Farc estão na Venezuela, diz Chávez

Também estão no país um emissário do governo francês e um alto chefe da guerrilha ELN

Efe,

05 de novembro de 2007 | 01h08

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, revelou neste domingo, 4, que vários membros do Secretariado (chefia) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão na Venezuela e que em breve se reunirá com eles para avançar na busca de uma troca humanitária na Colômbia. Também está na Venezuela um emissário do governo da França e um alto chefe da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), afirmou Chávez. O presidente venezuelano atua como "facilitador" no processo de busca de um acordo humanitário na Colômbia que permita o retorno dos seqüestrados a seus lares. "Acabam de chegar à Venezuela, não vou dizer onde estão, mas devo encontrar-me com eles. São vários representantes do Secretariado das Farc", disse o líder em um ato em Caracas. "Finalmente chegaram os representantes da Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia para começar as reuniões em função do acordo humanitário", acrescentou. O líder, que facilita o processo de troca humanitária junto à senadora opositora colombiana Piedad Córdoba, informou que na Venezuela também se encontra "um emissário do governo da França e um alto chefe do ELN", sem dar mais detalhes. "A Venezuela foi transformada em um centro de busca da paz", disse Chávez, reiterando insistentemente seu empenho em ajudar na concretização da troca de 45 reféns das Farc por cerca de 500 membros dessa guerrilha presos. Encontro adiado O primeiro encontro de Chávez com delegados das Farc seria realizado no dia 8 de outubro na Venezuela, mas foi adiado devido à falta de elementos para "completar o círculo" frente à possível troca humanitária, segundo anunciou cinco dias antes em Washington a senadora Córdoba. Esse primeiro encontro frustrado de Chávez e delegados das Farc seria "preparatório" para uma possível futura reunião do governante com o líder máximo da guerrilha, "Manuel Marulanda", codinome de Pedro Antonio Marín. Chávez reconheceu as "dificuldades" que representa o processo em procura do acordo humanitário na Colômbia e insistiu em que para "poder ser útil" como mediador é "indispensável" que se encontre com "Marulanda". Nesse sentido, o chefe de Estado reiterou sua disposição de viajar para algum ponto da fronteira colombiana-venezuelana ou qualquer outro lugar para concretizar a reunião.

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