Menina que foi encontrada morta em seu quarto é enterrada no México

Caso de Paulette, de 4 anos, comoveu o país; pais e babás da criança são principais suspeitos

06 de abril de 2010 | 19h21

Associated Press

 

MÉXICO-  A menina mexicana deficiente de 4 anos que morreu asfixiada foi enterrada nesta terça-feira, 6, horas depois de seu pai ter afirmado que não acredita que a morte da criança seja um acidente e ter duvidado da inocência de sua esposa.

 

O caso de Paulette Gebara Farah comoveu o México após seu corpo, que ficou desaparecido por dez dias, ter sido encontrado em sua própria casa, dentro de um saco plástico entre o colchão e a cama de seu quarto.

 

O corpo da menina, dentro de um caixão branco, foi acompanhado até sua sepultura somente por sua mãe, Lizette Farah, e membros de sua família materna. O pai da menina, Mauricio Gebara, não quis assistir ao enterro.

 

"Para mim isto não foi um acidente", disse Gebara ao canal Televisa na noite de segunda. Algumas horas depois de Lizette ter negado na emissora qualquer responsabilidade na morte de sua filha, o pai disse que não colocaria as mãos no fogo por ninguém e só podia falar por ele mesmo.

 

O caso de Paulette, que sofria de incapacidade motora e de fala, começou a chamar a atenção desde que seus pais noticiaram seu desaparecimento, que ocorreu em 22 de março, e começaram uma campanha nacional com divulgação de fotos da menina.

 

A estória teve uma reviravolta quando há uma semana a Procuradoria do Estado do México informou que Paulette foi encontrada morta por asfixia dentro de seu próprio quarto,

 

As autoridades submeteram os pais e as babás da criança a prisão preventiva de uma semana, que foram liberados no fim de semana, mas ainda estão sob investigação.

 

Inicialmente, a mãe de Paulette era tida como a principal suspeita, mas na segunda-feira o procurador Alberto Bazbaz disse que ainda não há provas concludentes para acusa alguém especificamente pela morte da criança.

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