Mercosul diz não reconhecer novo governo de Honduras

Em cúpula em Montevidéu, bloco ratificou sua 'condenação mais enérgica' sobre o golpe de Estado no país

Efe,

08 Dezembro 2009 | 16h29

Os presidentes do Mercosul ratificaram nesta terça-feira, 8, sua "mais enérgica condenação" ao golpe de Estado em Honduras e anunciaram seu "pleno desconhecimento" do novo governo que saiu das eleições de 29 de novembro.

 

A postura foi definida em um "comunicado especial" emitido durante a cúpula do Mercosul, e foi assinado pelo presidente Lula e pelos chefes de Estados da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner; do Paraguai, Fernando Lugo; do Uruguai, Tabaré Vázquez, e da Venezuela, Hugo Chávez, como líder de país associado.

 

A declaração dos países-membros do bloco e da Venezuela, lida pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, considera "inaceitáveis as graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais do povo hondurenho".

 

"Diante da não restituição do presidente Manuel Zelaya no cargo para o qual foi democraticamente eleito pelo povo hondurenho, (os membros do Mercosul) manifestam o total e pleno desconhecimento do pleito eleitoral realizado em 29 de novembro pelo Governo de fato", acrescenta o documento.

 

Segundo o texto, esse pleito "ocorreu em um ambiente de inconstitucionalidade, ilegitimidade e ilegalidade, constituindo um duro golpe aos valores democráticos para a América Latina e o Caribe".

 

Cristina Kirchner

 

Além do "comunicado especial", na Cúpula do Mercosul, realizada em Montevidéu, os líderes dos países-membros do bloco expressaram seu repúdio ao ocorrido em Honduras, em cada um de seus discursos.

 

Um dos mais enfáticos foi o da presidente Cristina Kirchner, que, ao assumir temporariamente a presidência do Mercosul, afirmou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) "deveria tomar medidas econômicas" contra o novo governo de Honduras.

 

"Além da declaração clara e contundente que fizemos em conjunto, seguramente poderia haver medidas econômicas e creio que a OEA deve tomá-las", afirmou a líder argentina.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.