Metade da população quer saída de Evo, diz pesquisa

Enquete afirma que 48% da população votaria pela revogação do mandato em referendo

Efe,

06 de janeiro de 2008 | 17h18

Quase a metade dos bolivianos, 48,4%, votaria a favor da revogação do mandato do presidente Evo Morales se um referendo fosse realizado, segundo uma pesquisa publicada neste domingo, 6, pelo jornal El Deber, de Santa Cruz. Em meados de dezembro a Câmara dos Deputados da Bolívia, controlada pelo governo, aprovou o projeto de lei sobre o referendo da revogação do mandato de Morales e dos nove governadores regionais do país proposto pelo próprio presidente. A pesquisa, elaborada pela empresa privada Captura Consulting, detalha que 46,1% apoiaria a continuidade de Morales, enquanto o restante 5,5% disseram que não sabem ou não responderam. A pesquisa da Captura Consulting revela, além disso, que Santa Cruz, a cidade mais rica do país e reduto de opositores, concentra a maior rejeição ao presidente (80,7%). A enquete foi realizada de 28 a 30 de dezembro com 820 pessoas de La Paz, El Alto, Santa Cruz e Cochabamba, as principais cidades do país. Ao contrário, na cidade andina de El Alto, a mais pobre do país, o presidente obtém respaldo de 81%. Segundo a norma aprovada para a realização do referendo, a autoridade submetida à avaliação será revogada se os votos contra si forem superiores aos obtidos à favor na última eleição de 2005, tanto em porcentagem de votos como em número total. A lei deve tramitar agora no Senado, onde a oposição é maioria e propõe uma fórmula diferente que consiste em que bastará 50% mais um sufrágio contra para que as autoridades deixem seus cargos. A pesquisa também assinala que se o referendo sobre o projeto de nova constituição impulsionado por Morales fosse realizado agora, 46,6% votaria contra e 38,5% a favor, enquanto 14,9% "não sabem ou não responderam". Há apenas uma semana, a empresa de consultoria privada Ipsos Apoyo Opinión y Mercado também divulgou uma pesquisa segundo a qual 41% dos bolivianos rejeitaria a proposta constitucional se o referendo sobre esse texto fosse realizado agora, frente a 39% que a aprovaria.

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