Mexicanos enfrentam guerra do narcotráfico para celebrar o Natal

Para o cozinheiro mexicano Eloy Sánchez, da cidade de Denver, a escalada na guerra entre os narcotraficantes no México significa que sua ida ao país para o Natal nunca foi tão perigosa, por isso ele está tentando minimizar os riscos.

TIM GAYNOR, REUTERS

24 de dezembro de 2010 | 17h07

"Estamos nos mantendo juntos para que um cuide do outro", disse Sánchez, de 42 anos, enquanto se preparava para seguir do Estado do Texas rumo ao sul em um pequeno comboio de veículos que iria atravessar Ciudad Juarez, cidade mexicana onde 3 mil pessoas foram mortas na violência do narcotráfico desde janeiro.

"Há pistoleiros e pessoas que cometem furtos e assaltos na estrada", acrescentou.

Cerca de 1 milhão de mexicanos que vivem nos Estados Unidos se dirigem para o México no Natal, cruzando a fronteira ao longo da Califórnia até o sul do Texas.

Este ano viajantes como Sánchez, que se dirige à cidade turística de Acapulco, na costa do Pacífico, estão adotando precauções extras para sua segurança enquanto passam por uma região tomada pela violência do narcotráfico e sem o amparo da lei.

Desde que o presidente do México, Felipe Calderón, assumiu o poder, há quatro anos, e prometeu esmagar as poderosas gangues de traficantes, mais de 30 mil pessoas foram assassinadas, na maioria no norte e centro do país.

As autoridades mexicanas também temem os riscos nas estradas este ano e por isso estão aconselhando os viajantes a adotar medidas de segurança.

"Estamos mais preocupados. do que nos anos anteriores, já que houve um aumento na violência do narcotráfico e do banditismo", disse Alejandro Orbezo, um funcionário consular mexicano encarregado de um programa no oeste dos Estados Unidos para imigrantes que retornam ao México.

"Estamos alertando as pessoas para que não dirijam depois que anoitecer, não levem muito dinheiro e sigma em caravanas, para sua segurança e para evitar acidentes", acrescentou.

Tudo o que sabemos sobre:
MEXICOVIOLENCIANARCO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.