México aprova reforma eleitoral apesar da oposição

Novas regras reduzem as despesas de campanhas eleitorais; partidos estão proibidos de comprar espaços em rádio e TV

Efe,

13 de setembro de 2007 | 03h22

O senado do México aprovou uma reforma constitucional que reduz as despesas e tempos de campanhas eleitorais. Além disso, os partidos ficam proibidos de comprar espaços em rádio e televisão para suas mensagens. A reforma foi aprovada com 110 votos a favor e 11 contra. A proposta vinha sendo duramente criticada pelos poderosos empresários de rádio e TV, reunidos na Câmara Nacional de Rádio e Televisão. Horas antes da votação, a organização pediu que o Congresso adiasse sua decisão e organizasse um plebiscito sobre o tema. Na terça-feira, os donos das emissoras se queixaram de que a mudança representava quase uma desapropriação e poria em risco 950 empresas. Durante a campanha presidencial do ano passado, os partidos políticos pagaram US$ 188 milhões por propaganda em meios eletrônicos. Com as mudanças, o Instituto Federal Eleitoral (IFE) administrará os tempos de propaganda política durante as campanhas. As estações de rádio e televisão também não poderão divulgar mensagens pagas por terceiros para influenciar o eleitorado.

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