México atinge extradição recorde de criminosos para os EUA

Ato é exemplo de cooperação dos países, diz Calderón; 64 já foram deportados, entre eles 26 traficantes

Reuters e Efe,

29 de agosto de 2007 | 10h55

O México extraditou para os Estados Unidos neste ano o recorde de 64 criminosos, entre eles chefes do tráfico de drogas e contrabandistas de pessoas, disse um diplomata norte-americano na terça-feira, 28. As extradições são parte da guerra declarada pelo presidente Felipe Calderón aos cartéis de drogas. O México extraditou 63 traficantes de drogas e criminosos perigosos para os Estados Unidos em 2006, contra 41 em 2005. Os chefes do tráfico de drogas presos no México costumam controlar seus cartéis mesmo de trás das grades, o que torna a extradição uma medida crucial. A principal extradição este ano por enquanto foi a de Osiel Cardenas, que é acusado de controlar o poderoso Cartel do Golfo, na fronteira com o Texas. O México extraditou na terça-feira o traficante Hilario Larrafo para ser julgado por tráfico internacional de drogas na Geórgia. "Cidadãos dos dois lados da fronteira podem dormir melhor sabendo que a justiça será feira", disse Tony Garza, embaixador dos EUA no México, em comunicado. "Este é outro exemplo da cada vez mais intensa cooperação e coordenação entre a administração do presidente Felipe Calderón e as autoridades americanas", disse o diplomata em comunicado. Das 64 extradições neste ano, 52 foram de mexicanos. Os outros 12 eram americanos ou cidadãos de outros países. Foram 26 acusados de narcotráfico, 21 de homicídio, 14 de crimes sexuais e três por diversos delitos, detalhou o diplomata.

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