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México captura 1º narcotraficante de lista de recompensas

Autoridades não confirmam se pagaram por informações do membro do cartel dos irmãos Beltrán Leyva

Agências internacionais,

25 de março de 2009 | 10h58

Militares mexicanos prenderam um dos 37 maiores traficantes de drogas do país que integravam uma lista que oferecia recompensas milionárias pela captura dos principais líderes do narcotráfico do país. Héctor Huerta Ríos, conhecido como "La Burra", é considerado um dos principais operadores do cartel dos irmãos Beltrán Leyva e foi detido na terça-feira. O anúncio da prisão foi feito nesta quarta-feira, 25, dia em que a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, chega ao país com o combate ao narcotráfico como tema principal de sua agenda.

 

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A prisão ocorreu em um município próximo à cidade de Monterrey, no norte do México, algumas horas depois que a Promotoria do país ofereceu uma recompensa de 15 milhões de pesos mexicanos (cerca de US$ 1 milhão) por informações que levassem a captura dos chefes dos cartéis. Foram presos junto com Huerta Ríos quatro de seus guarda-costas e foram apreendidas quatro armas de fogo, informaram fontes do Ministério da Defesa. As autoridades não informaram se a recompensa foi paga pela sua prisão. As autoridades não informaram se alguém receberá o valor por essa prisão.

 

Huerta Ríos era considerado o principal operador dos irmãos Beltrán Leyva, que atuam no Estado de Nuevo León, na fronteira com o Texas. detido tinha como tarefa fazer pactos com o rival cartel do Golfo para dividir as operações de narcotráfico e evitar enfrentamentos, segundo a procuradoria. O narcotraficante também é acusado de ser o mandante da morte do diretor da Agência de Investigações de Novo León, Marcelo Garza y Garza, em setembro de 2006.

 

Os militares também apreenderam três fuzis de assalto, uma submetralhadora, quatro pistolas e quatro granadas de fragmentação, além de 18 luxuosos veículos. O general disse que também foram localizados US$ 12.480 e 8 mil pesos (US$ 530) em dinheiro vivo.

 

Na segunda-feira, a Procuradoria Geral da República divulgou a lista com as maiores recompensas previstas até então pelo governo mexicano. A atual administração se comprometeu a pagar até 30 milhões de pesos (US$ 2,1 milhões) pela captura de cada um dos 24 líderes de cartéis do país. A prisão de cada lugar-tenente dos grupos prevê um pagamento de até 15 milhões de pesos (US$ 1 milhão). Foram listados 13 deles, de três dessas organizações.

 

Hillary no México

 

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, chega nesta quarta-feira ao México para uma visita oficial de dois dias, em que discutirá principalmente o aumento da violência ligada ao narcotráfico na fronteira entre os dois países. Esta será a primeira visita de Hillary à América Latina como secretária de Estado, cargo que assumiu em janeiro. Na capital do país, Cidade do México, ela será recebida pelo presidente Felipe Calderón e pela ministra das Relações Exteriores, Patricia Espinosa. Na quinta-feira, dará uma palestra na cidade de Monterrey.

 

Nos últimos dias, o Departamento de Estado norte-americano adiantou que Hillary teria como prioridade abordar temas de interesse bilateral, sobretudo aqueles relacionados à cooperação no combate à criminalidade e ao tráfico de drogas. Na véspera de sua viagem, Washington anunciou a liberação de um pacote de US$ 700 milhões para financiar a estratégia de segurança do presidente Calderón. O dinheiro será repassado como parte da chamada Iniciativa Mérida, convênio firmado no ano passado.

 

Em um comunicado, a Casa Branca afirmou que o presidente Barack Obama está "preocupado com os crescentes níveis de violência" no México, especialmente em cidades situadas na fronteira, como Tijuana e Ciudad Juárez, onde são intensos os confrontos entre cartéis da droga. Em uma coletiva de imprensa concedida na terça, Barack Obama afirmou que poderá ampliar o apoio ao México caso as medidas já anunciadas não sejam suficientes para combater o narcotráfico e proteger a fronteira entre os dois países do crime organizado. "Se as medidas não servem para fazer o trabalho, vamos fazer mais", assegurou o presidente norte-americano.

 

Obama evitou responder de maneira direta à repórter que lhe perguntou se ele considerava a situação na fronteira com o México uma ameaça à segurança nacional. Em troca, o presidente norte-americano elogiou a "valentia" de seu colega mexicano, Felipe Calderón, na luta contra o narcotráfico. Segundo ele, as medidas anunciadas "tem por objetivo proteger as comunidades na fronteira, para que a violência não se espalhe" até o território norte-americano, e ajudar o governo mexicano.

 

No ano passado, mais de 6 mil pessoas foram assassinadas em crimes vinculados ao narcotráfico no México. Além de Hillary, também irão ao México, no dia 1º de abril, a secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, e o secretário de Justiça, Eric Holder. Para meados do mês, entre os dias 16 e 17, está prevista a visita do presidente Obama.

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