México destitui procurador-geral e também presidente da Pemex

O presidente mexicano, Felipe Calderón, substituiu seu procurador-geral nesta segunda-feira para tentar revitalizar a guerra contra os cartéis de droga, que não parece fazer progressos.

REUTERS

07 de setembro de 2009 | 20h44

Calderón disse aos repórteres que o procurador-geral, o general Eduardo Medina Mora, pediu demissão. Ele deve ser substituído por Arturo Chavez, ex-funcionário da promotoria.

Um cerco de milhares de soldados e policiais civis não teve sucesso em conter a guerra por território entre cartéis rivais, que matou mais de 13 mil pessoas desde que Calderón assumiu o governo no final de 2006.

Também nesta segunda-feira, Calderón também substituiu o diretor da petrolífera estatal Pemex, iniciativa que surge conforme a vital produção de petróleo do país despenca.

O México, importante exportador para os Estados Unidos e dependente das vendas de petróleo, tem visto sua produção cair em mais de 25 por cento desde 2004, à medida que a produtividade diminuiu no campo de Cantarell e novos projetos se mostraram lentos para compensar a lacuna.

Calderón afirmou que o diretor da Pemex, Jesus Reyes Heroles, será substituído pelo especialista em energia, Juan José Suarez.

Na sexta-feira, a ministra de Energia, Georgina Kessel, disse estar preocupada com os fracos resultados financeiros da Pemex, enquanto o conselho da companhia estava revisando possíveis ações para melhorar a situação.

A Pemex divulgou queda de 93 por cento no lucro líquido do segundo trimestre, conforme a receita tombou 30 por cento devido aos preços do petróleo e aos volumes de exportações baixos.

(Reportagem de Adriana Barrera e Michael O'Boyle)

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