México: grupos exigem investigação sobre morte de jornalista

Repórteres Sem Fronteiras e SIP denunciam "o círculo vicioso da impunidade"

Associated Press

11 de dezembro de 2007 | 04h57

Grupos defensores da liberdade de imprensa exigiram na segunda, 10, uma investigação sobre a morte de um jornalista mexicano, morto a tiros no estado ocidental de Michoacán.   Gerardo García, repórter de 24 anos do diário A Opinião, sediado em Michoacán, foi perseguido e baleado no sábado, 8, em um hotel onde vivia com a família na cidade de Uruapan, disse Magdalena Guzmán, porta-voz da Procuradoria de Justiça do Estado.   Guzmán disse que os investigadores encontraram mais de 45 cartuchos vazios na cena do crime.   A Repórteres sem Fronteiras, organização com sede em Paris, exigiu uma investigação sobre se García, que cobria notícias de agricultura e ocasionalmente policiais, foi atacado por seu trabalho jornalístico.   Por sua vez, a Sociedade Interamericana de Imprensa, com sede em Miami, assinalou que as autoridades necessitam processar os autores intelectuais e materiais deste assassinato, a fim de romper "o círculo vicioso da impunidade" próximo dos delitos contra jornalistas.   A SIP condenou o seqüestro de Juan Pablo Solís, dono de uma emissora de rádio e um canal de televisão na cidade de Tuxpan, também em Michoacán. O grupo assinalou que a imprensa local reportou que Solís foi capturado na quinta, 6, por um grupo armado, e não se sabia do seu paradeiro.   Michoacán, na costa mexicana do Pacífico, tem ocupado neste ano as manchetes da imprensa pela violência relacionada ao narcotráfico.   Acesse: Repórteres sem Fronteiras: http://www.rsf.org SIP: http://www.sipiapa.com

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