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México investiga explosão de oleoduto que causou 28 mortes

O lugar do desastre foi cercado e é patrulhado pela polícia, disse funcionário do governo

Associated Press e Efe, CIDADE DO MÉXICO

21 de dezembro de 2010 | 03h35

Investigadores federais começaram nesta segunda-feira, 20, a buscar as causas de uma enorme explosão em um oleoduto que matou 28 pessoas e arrasou partes de uma cidade no centro do México.

 

Valentín Meneses, secretário de Administração do estado de Puebla, onde fica San Martín Texmelucan, disse que 32 casas ficaram completamente destruídas e 83 foram danificadas parcialmente pela explosão.

 

Uma comissão investigará o ocorrido junto com a companhia petrolífera estatal Petróleos Mexicanos (Pemex), acrescentou Meneses.

 

O lugar do desastre foi cercado e é patrulhado pela polícia, disse o funcionário. O serviço de limpeza se assegura de que não haja material combustível restante no sistema de drenagem, o que poderia causar outra explosão.

 

A explosão do domingo, 19, em San Martín Texmelucan, a 90 quilômetros a oeste da Cidade do México, deixou restos de metal e pavimento retorcidos que, em alguns casos, queimaram até converterem-se em cinzas devido ao intenso calor.

 

Entre os mortos, 13 eram crianças e pelo menos 52 ficaram feridos. Dezenas de habitantes foram para abrigos, ainda não foram divulgados números exatos.

 

O diretor da empresa pública Petróleos Mexicanos, Juan José Suárez Coppel, informou na segunda-feira, 20, que no oleoduto que explodiu foram detectados cerca de cem desvios clandestinos neste ano.

 

A causa da perda de cru, que em seu caminho atravessa um campo agrícola e um canal que leva ao rio que atravessa San Martín Texmelucan, não foi esclarecida ainda, mas é possível que seja devido ao remanejamento clandestino descontrolado.

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