México investiga possível influência do tráfico em eleição local

O Ministério Público do México vai investigar alegações de que gangues ligadas ao tráfico de drogas teriam tentado influenciar eleitores em uma votação estadual, em que o principal partido da oposição saiu vitorioso no começo deste mês.

REUTERS

23 de novembro de 2011 | 09h37

O Partido Revolucionário Institucional (PRI), de centro, favorito para vencer as eleições presidenciais do próximo ano, venceu por pequena margem nas eleições do Estado de Michoacan, derrotando o partido conservador do presidente Felipe Calderón, o Partido da Ação Nacional (PAN).

Em comunicado, o MP anunciou que investigaria provas do envolvimento das gangues, depois que a televisão Milenio transmitiu a gravação de um homem, identificado como o líder do cartel de drogas sediado no estado de Michoacan, o La Família, pedindo aos eleitores para que apoiassem o PRI, no município de Tuzantla.

O PRI, que venceu as eleições em Tuzantla, já negou as acusações de que teria feito um acordo com traficantes no Michoacan.

Durante a campanha eleitoral no Estado, candidatos tiveram de evitar certas áreas devido ao risco de ataques por criminosos. Em uma cidade pequena, um prefeito do PAN foi morto durante sua campanha.

Calderón lançou uma operação repressiva liderada pelo Exército pouco depois de assumir o poder, em dezembro de 2006, contra o tráfico em seu Estado natal de Michoacan. Desde então, a guerra já deixou 45 mil mortos, tornando o problema dos carteis uma questão central na campanha para as eleições presidencias de 2012.

O PAN está concorrendo em um distante segundo lugar, atrás do PRI, que lidera as pesquisas de opinião antes da votação de 2012. O PAN já tentou manchar a imagem de seu rival, ligando o adversário às gangues de drogas. O PRI governou o México durante 71 anos, antes de ser derrotado em 2000.

(Reportagem de Dave Graham)

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