México não tem como prever atentados, diz Calderón

Grupo guerrilheiro de esquerda assumiu ataque contra dutos da Pemex que explodiram na última terça-feira

REUTERS

16 Julho 2007 | 19h58

O México não tem meios de prevenir ataques como os da semana passada contra dutos da empresa estatal de petróleo Pemex, supostamente realizados por um grupo guerrilheiro, disse nesta segunda-feira, 16, o presidente Felipe Calderón. Vários dutos da Pemex explodiram na terça-feira passada, e o Exército Popular Revolucionário (EPR) assumiu o atentado. Depois disso, o governo reforçou a vigilância em instalações petrolíferas, aeroportos e outros pontos estratégicos. "É verdadeiramente imprevisível conhecer de antemão quando e onde vão acontecer", disse Calderón em entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que faz visita oficial ao México. "Precisamos fortalecer os meios de investigação do governo para combater a criminalidade, dar-lhes atribuições que hoje o governo não tem para poder investigar a informação de perigo para a segurança nacional", acrescentou. O presidente conservador disse que para isso será necessário aprovar uma reforma enviada há meses ao Congresso, que inclui o fortalecimento dos órgãos de inteligência e uma maior capacidade de investigação da polícia. O EPR prometeu manter os ataques, e no fim de semana outro grupo, o Movimento Revolucionário Lucio Cabañas Barrientos (MRLCB), conclamou seus membros a "atuar militarmente". Esse grupo, junto com outros pouco conhecidos, assumiu em novembro de 2006, pouco antes da posse de Calderón, uma série de explosões na sede do Partido Revolucionário Institucional (PRI), em um banco e no Tribunal Federal Eleitoral. O EPR exigiu a libertação de dois de seus membros que considera como "detidos-desaparecidos", mas as autoridades disseram que essas pessoas não estão nas cadeias do país.

Mais conteúdo sobre:
México Felipe Calderón

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.