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Micheletti diz que ainda não é hora de se reunir com Zelaya

Líder interino não descarta encontro, mas ressalta que primeiro são necessárias reuniões com comissões

Efe,

30 de setembro de 2009 | 19h53

O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou nesta quarta-feira, 30, que ainda não é o momento de "sentar" para dialogar com o deposto Manuel Zelaya e rejeitou as propostas de um empresário sobre a chegada de tropas estrangeiras ao país. "Não chegou em nenhum momento a hora de se sentar" com Zelaya, disse Micheletti, embora tenha confirmado que representantes das partes em conflito e de outros setores "estão praticando" para "conseguir o objetivo" de resolver a crise política.

 

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Segundo o líder de facto, é possível um encontro com Zelaya para resolver o diálogo, mas primeiro são necessárias reuniões com comissões. "No final do túnel alguém tem que assinar uma documentação dessa natureza e claro que têm que ser as partes em conflito", expressou Micheletti em coletiva de imprensa na Casa Presidencial.

 

Micheletti qualificou de "especulações", "aspirações" e "sonhos" algumas versões que circulam na imprensa sobre possíveis soluções para a crise, mas disse ser "bom" divulgá-las. Em particular, apontou que a proposta do empresário Adolfo Facussé, que inclui a chegada de tropas estrangeiras para garantir o cumprimento de um eventual acordo, "abrange coisas" que não podem ser executadas porque "a Constituição não permite."

 

Facussé lidera um grupo de empresários que propôs que Micheletti renuncie se Zelaya assumir nominalmente o cargo, mas sob prisão domiciliar, enquanto o gabinete de ministros governe o país com a supervisão de tropas estrangeiras.

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