Micheletti nega recrutamento de paramilitares em Honduras

Declarações vêm após denúncias da ONU de que mercenários colombianos estariam agindo no país

Efe

10 de outubro de 2009 | 08h32

O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, negou neste sábado, 10, que se estejam recrutando ex-paramilitares colombianos para a proteção de indivíduos ou propriedades em Honduras por causa da crise política que vive o país. "O Governo não contratou absolutamente a ninguém para causar danos a outro hondurenho, nem vamos fazer nunca", afirmou o governante.

 

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A reação de Micheletti foi em resposta ao Grupo de Trabalho da ONU sobre o emprego de mercenários, que expressou seu alarme por informações que antigos membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC) foram recrutados por fazendeiros em Honduras após o golpe de estado que em 28 de junho depôs ao líder Manuel Zelaya.

 

O governante de facto de Honduras ressaltou que tiveram "uma informação esta manhã", mas que é um "tema de especulação" e "não há nada sério".

 

"Seria bom que eles - os do Grupo de Trabalho das Nações Unidas em Genebra - viessem aqui para ver isso, é o importante, porque eu não faria nenhuma acusação se não tivesse provas", anotou.

 

Cerca de 40 antigos membros das AUC teriam sido recrutados por fazendeiros em Honduras desde a derrocada de Zelaya, segundo informação da qual dispõe o Grupo de Trabalho da ONU.

 

Outras fontes citadas pelos analistas falam da formação de um grupo de 120 paramilitares procedentes de diversos países da região que teriam chegado ao país para apoiar o golpe.

 

Os analistas da ONU também mostram sua preocupação pelas alegações que a Polícia e mercenários empregam aparatos de escutas a longa distância para controlar a Zelaya e seus partidários, que estão refugiados na embaixada do Brasil desde seu retorno à nação centro-americana em setembro.

 

"Instamos às autoridades de Honduras que adotem todas as medidas práticas para evitar o emprego de mercenários em seu território e para investigar suas supostas atividades", assinalou o grupo de analistas.

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