AP
AP

Micheletti pede desculpas ao secretário-geral da OEA

O presidente de fato havia repreendido José Miguel Insulza por seu papel na crise política hondurenha

Efe,

25 de agosto de 2009 | 19h05

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, pediu desculpas ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, depois de reprendê-lo novamente por seu papel na crise política hondurenha causada pela deposição de Manuel Zelaya.

 

Veja também:

linkMicheletti diz à OEA que haverá eleições em Honduras

link EUA suspendem parcialmente emissão vistos para hondurenhos

lista Perfil: Zelaya fez governo à esquerda em Honduras

especialEntenda a origem da crise política em Honduras

especialPara analistas, pressão econômica seria a saída 

 

 

"Peço desculpas ao senhor Insulza, falo honestamente, de todo coração", expressou Micheletti, em mensagem à missão de chanceleres da OEA e ao titular desse organismo, a quem recebeu na Casa Presidencial.

 

"Deixou-nos totalmente entristecidos a vez que o senhor veio aqui (em julho); no entanto, hoje o recebemos com todo nosso carinho, com todo nosso respeito e com toda a admiração por sua luta na OEA", acrescentou.

 

Hoje, pouco antes de pedir desculpas a Insulza, Micheletti tinha acusado o secretário-geral da OEA de que, naquele momento, "não ouviu ninguém" e "veio mandar neste país".

 

"Isso não é concebível para um país, embora sejamos o mais pobre da América. Nós temos dignidade, queremos um pouco de respeito de todos, como estamos obrigados a respeitar vocês", disse.

 

O encontro de hoje foi o primeiro contato direto entre Micheletti e representantes da OEA, que, em 4 de julho, suspendeu Honduras por não reinstalar Zelaya na Presidência, que foi derrubado em 28 de junho, quando o Parlamento designou o atual líder.

 

Micheletti e outros funcionários de seu Governo indicaram que Insulza não ouviu todas as opiniões sobre a crise quando visitou Honduras, em 3 de julho, e foi parcial no relatório que apresentou no dia seguinte à Assembleia Geral que suspendeu o país.

 

Há mais de duas semanas, Micheletti adiou em uma primeira ocasião a chegada da delegação da OEA, rejeitando que fosse integrada por Insulza, mas, no fim, o aceitou como observador.

Tudo o que sabemos sobre:
Honduras

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.