Micheletti pretende liderar governo de união nacional

Presidente de facto quer permanecer à frente do Executivo até Congresso decidir pela volta ou não de Zelaya

Efe,

04 Novembro 2009 | 16h14

O presidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, pretende liderar o governo de união nacional que, de acordo com o Acordo de San José, deve ser instalado no máximo até a quinta-feira, declarou nesta quarta, 4, sua porta-voz, Vilma Morales.

 

Veja também:

linkAtraso ameaça pacto em Honduras

linkZelaystas pressionam Congresso 

lista Entenda a crise e os principais pontos do acordo em Honduras

especial Especial: O impasse em Honduras   

 

A chefia do Executivo "seguiria como está, seguiria sendo do presidente Micheletti, até que se decida o ponto 5 (referente à decisão do Congresso de restituir Manuel Zelaya)", disse Morales.

 

O governo Micheletti enviou na noite de terça-feira uma carta ao presidente Zelaya, aos candidatos presidenciais e a algumas organizações sociais solicitando que proponham nomes para escolher os membros do governo de união nacional mencionado no primeiro ponto do acordo. Esse governo, de acordo com o texto, estará no poder até que o Congresso decida sobre a restituição ou não de Zelaya.

 

Na carta é pedido a Zelaya que proporcione "sem demora" uma lista de dez cidadãos para fazer a escolha das pessoas que a partir de 6 de novembro integrarão o governo de união nacional. A carta é assinada pelo ministro da Presidência do governo de facto, Rafael Pineda Ponce, e foi enviada nos mesmo termos aos cinco candidatos à chefia de Estado para as eleições do próximo dia 29 de novembro e a dois organismos da sociedade civil.

 

"É importante reunir todas as forças e todos os setores para o objetivo colocado pelo ponto 1 do acordo e daí a decisão que começa por solicitar a todas as forças políticas e a todas a organizações da sociedade civil que mostrem seus nomes", explicou Morales.

 

No entanto, Zelaya exige que para a quinta-feira, a data limite para a instalação do Governo de unidade, seja restituído para chefiá-lo, embora, segundo Morales, se trate de "dois pontos separados". No momento, "o tema não está realmente girando ao redor do presidente da República, agora está girando ao redor de quem forma o Gabinete de governo", afirmou.

 

A porta-voz da comissão negociadora de Micheletti indicou que na eleição dos membros do novo governo "tem que haver uma troca de tudo para produzir um equilíbrio e que se cumpra o que é a conciliação do texto e o conteúdo do acordo".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.