Micheletti se diz pronto para repelir invasão a Honduras

Presidente em exercício adverte que Exército e polícia 'estão preparados para repelir' intervenção estrangeira

EFE,

17 de julho de 2009 | 15h26

O presidente em exercício de Honduras, Roberto Micheletti, advertiu nesta sexta, 17, que o Exército e a polícia "estão preparados para repelir" qualquer tentativa de intervenção estrangeira, em entrevista concedida à emissora colombiana RCN.

 

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Micheletti denunciou também que há vários países - sem especificar quais - que estão "infiltrando grande quantidade de gente" para cometer "atos guerrilheiros" em Honduras. "Temos certeza de que o apoio estrangeiro" ao presidente deposto, Manuel Zelaya, "já está dentro" de Honduras, afirmou Micheletti.

 

Segundo ele, nas últimas horas foram capturados em Honduras "56 nicaraguenses", supostamente envolvidos em protestos contra seu governo. Manuel Zelaya foi derrubado em 28 de junho, quando as Forças Armadas o capturaram e o expulsaram da Costa Rica, após o que o Congresso aprovou sua destituição e nomeou Micheletti, até então líder do legislativo, presidente.

 

Ao ser consultado pela RCN se está disposto a que Zelaya retorne a Honduras, Micheletti reforçou a posição que já havia mostrado em ocasiões anteriores: "De nenhuma maneira. Não queremos ficar como os venezuelanos, os equatorianos e os bolivianos. Queremos um país livre e democrático", afirmou.

 

O atual presidente voltou a dizer que estar disposto a se retirar da Presidência "se Zelaya desistir de todas as arbitrariedades" que promove do exterior, como chamar os hondurenhos à insurgência.

"Se esse senhor (Zelaya) desistir de continuar incitando um movimento revolucionário no país, se desistir de voltar aqui, praticamente cedo minha posição", reiterou Micheletti. 

 

No sábado será retomado em San José o diálogo para buscar uma solução para crise hondurenha, com a mediação do presidente de Costa Rocha, Oscar Arias.  

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