Mídia não influencia sensação de insegurança na Venezuela, diz pesquisa

No início da semana, jornais foram proibidos de publicar fotos de violência

estadão.com.br

19 de agosto de 2010 | 14h16

CARACAS - Uma pesquisa feita a pedido do governo venezuelana e obtida pelo jornal El Nacional indica que informações sobre violência publicadas pelos meios de comunicação não provocam insegurança para a grande maioria venezuelanos.

 

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Segundo o jornal, a pesquisa, feita no final de 2009, concluiu que 83,6% da população não se sente insegura por ver ou ler notícias sobre violência.

 

Na área metropolitana de Caracas, este porcentual sobe para 91%. Para 94% dos entrevistados, os responsáveis pela criminalidade no país são criminosos comuns. O restante atribui a violência a ação das guerrilhas colombianas em áreas fronteiriças.

 

O estudo de 279 páginas foi concluído em maio deste ano pelo Instituto Nacional de Estatística e pela vice-presidência da República. A pesquisa ouviu 20 mil pessoas entre agosto e novembro de 2009. De acordo com o El Nacional, o objetivo da pesquisa era traçar um perfil da situação criminal no país.

 

Um tribunal de Caracas proibiu nesta semana os dois veículos de publicarem fotos de violência ou de fatos sangrentos e ordenou que todos os demais meios de comunicação do país parem de reproduzir imagens desse tipo.

 

A medida se estenderá durante um mês, tempo durante o qual o tribunal investigará uma denúncia contra o El Nacional e o Tal Cual apresentada pela Defensoria Pública, que alegou que a publicação da foto do necrotério afetava crianças e adolescentes.

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