Marcelo Capece/Efe
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Milhares de trabalhadores protestam por melhores salários na Argentina

Maioria dos manifestantes era de funcionários públicos, como professores e profissionais da área jurídica

Reuters

10 de outubro de 2012 | 19h47

BUENOS AIRES - Milhares de manifestantes se reuniram nesta quarta-feira, 10, em frente à sede do governo da Argentina para exigir melhores salários que compensem a inflação alta, num protesto convocado por uma grande central sindical do país. Na Argentina, a terceira maior economia da América Latina, ocorre um crescente mal-estar social pela aceleração do aumento do custo de bens básicos, apesar de um arrefecimento do Produto Interno Bruto (PIB).

A maioria dos manifestantes era de funcionários públicos, como professores e profissionais da área jurídica, que, além de melhoria salarial e de pensão, pedem, entre outras coisas, o aumento do piso a partir do qual pagam imposto de renda. "Vamos continuar nas ruas sempre que necessário", disse o chefe da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), Pablo Micheli, durante ato na Praça de Maio, em frente à sede do governo.

Na manifestação, convocada pela CTA, também estiveram presentes trabalhadores do poderoso sindicato de caminhoneiros e organizações de esquerda. A CTA é uma central sindical de centro-esquerda crítica do governo da presidente peronista Cristina Kirchner que reúne em sua maioria funcionários do Estado.

"Sou um lixeiro. Cobro 7.600 de pesos (cerca de 1.612 dólares). Se trabalhar em turno dobrado, teria que cobrar o dobro, mas a presidente me tira 3.600 pesos (para imposto de renda)", disse Javier Lume, de 47 anos. "Estão tirando dinheiro do meu salário. Que tirem daqueles que têm", acrescentou.

Um aumento do piso salarial para o pagamento do imposto de renda é uma reivindicação de todas as centrais sindicais na Argentina, mesmo aquelas que apoiam Cristina. O conflito social na Argentina é elevado, e greves e bloqueios de estradas por reivindicações salariais são comuns.

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