Milhares marcham contra García em meio a greve parcial no Peru

Milhares de trabalhadores marcharam nesta quarta-feira no Peru exigindo mudanças na política econômica para o mercado do presidente Alan García, um dia depois de o governo anunciar alteração no gabinete de ministros pressionado pelos conflitos sociais.

DANA FORD E MARCO AQUINO, REUTERS

08 de julho de 2009 | 20h54

O protesto serviu para que o líder opositor, o nacionalista e militar aposentado Ollant Humala, fizesse um discurso em um comício em que praticamente se autoproclamou como candidato presidencial para as eleições de 2011.

García enfrentou seu maior protesto em junho com 34 policiais e indígenas mortos, conflito que superou parcialmente com a revogação das leis que os nativos consideravam afetar seus territórios ricos em recursos naturais.

A manifestação, organizada pela maior central de sindicatos de trabalhadores do Peru, se somou à paralisação de professores e trabalhadores de transportes que foi aceita de forma parcial na maioria das regiões, embora no sul tenha sido sentido com maior força.

Também pararam algumas organizações indígenas que haviam iniciado na terça-feira um protesto de três dias com bloqueios no interior do país.

A paralisação nos transportes deve continuar até sexta-feira.

As manifestações são parte de uma onda de protestos contra o governo, que segundo a Defensoria do Povo, somou 226 "conflitos sociais ativos" até o fim de junho.

O presidente García anunciou que realizará no fim de semana uma reforma em seu governo e segundo analistas manterá o atual ministro da Economia e Finanças, Luis Carranza.

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