Militar acusado de espionagem pede perdão aos peruanos

O militar acusado pelo Peru de espionar em favor do Chile pediu perdão aos peruanos e ao presidente Alan García por seu ato, que levou as relações entre Lima e Santiago a seu mais baixo nível em anos, segundo declarações de seu advogado nesta quarta-feira.

REUTERS

18 de novembro de 2009 | 22h40

O advogado Walter Chinchay disse que o suboficial da Força Aérea do Peru (FAP) acusado de espionagem pelas autoridades está arrependido e colaborando com as investigações.

"Estou arrependido, peço desculpas à minha esposa, aos meus filhos, ao presidente da República, a todos os peruanos pelo o que fiz", disse o militar em um comunicado lido à Reuters por seu advogado.

"Somente me resta responder à Justiça, seja ela militar ou civil, que terá que considerar que eu colaborei com todas as investigações", acrescentou.

O caso surgiu na sexta-feira passada quando o governo peruano disse ter confirmado que um agente da FAP, que havia trabalhando na embaixada chilena em Lima em 2002, fora detido e acusado de enviar informação militar reservada ao país vizinho.

Segundo a imprensa peruana, o militar teria enviado informação das aquisições militares programadas pela FAP até 2021, assim como uma lista de destacados oficiais da inteligência aérea do Peru.

(Reportagem de Patricia Vélez)

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