Militar colombiano pede libertação de ex-senador seqüestrado

Jorge Eduardo Gechem Turbay foi seqüestrado pelas FARCs em 2002 e está em grave estado de saúde

EFE

23 de fevereiro de 2008 | 01h28

O general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Militares da Colômbia, pediu nesta sexta-feira à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para que liberte o ex-senador Jorge Eduardo Gechem Turbay, seqüestrado desde 2002, e que se encontra em grave estado de saúde. Padilla de León sugeriu que o ex-congressista, que aparentemente vai ser libertado pelas Farc junto com outros três ex-parlamentares, seja entregue imediatamente a uma missão humanitária. Na quinta-feira, o ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, indicou que o Governo já sabe o lugar no qual se encontram Gloria Polanco de Lozada, Orlando Beltrán e Luis Eladio Pérez, cujas libertações foram anunciadas pelas Farc em 31 de janeiro. Ele acrescentou que Gechem Turbay, que sofreu sete ataques cardíacos durante seu período em cativeiro, está a 15 quilômetros do local no qual estão os outros ex-parlamentares, mas não pôde ser transferido devido a seu precário estado de saúde. "É preciso salvar a vida do doutor Gechem. Por isso, eu peço às Farc para que agilizem sua entrega. Eles sabem como fazê-lo. Que entrem em contato com a Cruz Vermelha Internacional", indicou o oficial a emissoras locais. Padilla de León garantiu que as Forças Militares não farão nenhuma operação que ponha em risco a vida do refém. "É urgente. Nós estamos dando todas as facilidades", manifestou o oficial, acrescentando que o político seqüestrado "não é capaz de marchar 15 quilômetros para encontrar-se com seus companheiros". "Queremos pedir às Farc que permitam a recuperação de nosso congressista", assinalou. O militar indicou que há mais de dez dias os organismos de segurança sabem que os reféns que serão libertados se encontram em um acampamento das Farc no departamento de Guaviare (sul). Todos estes ex-parlamentares fazem parte do grupo de 44 políticos, policiais, soldados e americanos seqüestrados que as Farc desejam trocar por cerca de 500 rebeldes presos.

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