Militar colombiano tranqüiliza familiares de reféns das Farc

Colômbia garante que não promove ações na região em que os quatro seqüestrados poderão ser libertados

Agência Estado e Associated Press,

26 de fevereiro de 2008 | 14h26

O general Freddy Padilla, comandante do Exército colombiano, assegurou aos familiares dos quatro ex-congressistas na iminência de serem libertados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que os soldados estão a uma distância "prudente" da região onde estão os reféns.   Veja também: Venezuela já tem coordenadas para resgate de reféns das Farc   "Não temam. Nós, nesse momento, estamos assegurando que não haverá operações militares de nenhum tipo na área onde se encontram os seqüestrados", disse Padilla nesta terça-feira, 26, em entrevista coletiva concedida à rádio RCN. "Não se preocupem com isso", reforçou ele.   O governo da Venezuela informou na segunda-feira, 25, que já tem as coordenadas do lugar no território colombiano onde as Farc entregarão os ex-congressistas Orlando Beltrán, Luis Eládio Pérez, Jorge Gechem e Gloria Polanco de Lozada em uma operação que Caracas acredita que possa ser concretizada na quarta.   A Venezuela observou que os militares colombianos têm realizado operações na área, assim como aconteceu em janeiro na libertação de duas ex-reféns das Farc. Uma delas, Consuelo González, relatou que nos 20 dias de caminhada do cativeiro até o local da libertação escutou em pelo menos duas ocasiões bombardeios a menos de um quilômetro de distância do local onde estavam.   Padilla disse que não pretende entrar em controvérsia com a Venezuela, mas afirmou que, como comandante das forças colombianas, podia assegurar que não há nenhuma operação militar em andamento na região de Tomachián, 365 quilômetros ao sul de Bogotá. Por sua vez, o comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya, afirmou que os soldados mantêm um raio de segurança de aproximadamente 45 quilômetros ao redor de Tomachián.   Na entrevista, Padilla disse que os militares não querem se passar por "traiçoeiros" e assegurou que os rebeldes terão um dia inteiro de salvo-conduto depois que entregarem os reféns a agentes da Cruz Vermelha e do governo venezuelano.   Familiares dos ex-congressistas estão em Caracas, alguns deles desde o início de fevereiro, à espera das libertações, anunciadas pelas Farc em um comunicado com data de 31 de janeiro.

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