Militar dos EUA esteve em Bogotá antes de ação contra Reyes

Objetivo da visita de alto comandante foi o de 'compartilhar informação vital sobre a luta contra o terrorismo'

Efe,

04 de março de 2008 | 01h43

Um alto comandante militar americano esteve em Bogotá dois dias antes do bombardeio de sábado contra o acampamento equatoriano no qual foi morto o "número dois" da guerrilha das Farc, "Raúl Reyes". Veja também: Dê sua opinião sobre o conflito   Veja a repercussão na imprensa internacional     Por dentro das Farc Entenda a crise entre Colômbia, Equador e Venezuela  Equador rompe relações diplomáticas com a ColômbiaColômbia acusa Chávez de ter dado US$ 300 milhões às FarcOEA pede reunião para resolver crise entre Colômbia e EquadorChávez diz que morte de número 2 das Farc foi ato 'covarde'Perfil de Raúl Reyes, o 'número dois' das FarcColômbia deve 'pedido de desculpa' ao Equador, afirma AmorimMinistro equatoriano admite que se reuniu com líder das Farc A visita foi registrada de maneira breve pelo site das Forças Militares da Colômbia, mediante uma fotografia datada do dia 28 de fevereiro. O contra-almirante Joseph Nimmich, diretor da Força Tarefa Conjunta Interagencial do Sul dos Estados Unidos, foi recebido no Comando Geral das Forças Militares. O objetivo da visita foi o de "compartilhar informação vital sobre a luta contra o terrorismo", segundo o texto da fotografia. Na foto, o comando americano aparece com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Militares da Colômbia, o almirante David René Moreno Moreno. A presença do comando americano nos dias anteriores à operação contra Raúl Reyes e o motivo informado de sua visita gera rumores que correm no país sobre um suposto apoio americano à ação militar. Nesta segunda-feira, o Equador rompeu as relações diplomáticas com a Colômbia devido à incursão armada do exército colombiano no sábado em território equatoriano, contra a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). O governo equatoriano também enviou 3.200 soldados para a fronteira, em uma inusitada mostra de força, e negou manter relações com as Farc.

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