Militares e policiais uruguaios depõem sobre crimes na ditadura

Mais de 40 são investigados por crimes emblemáticos cometidos durante o regime militar (1973-1985)

EFE,

21 de abril de 2009 | 00h09

A justiça uruguaia retomou nesta segunda, 20, os depoimentos de mais de 40 militares e policiais, na investigação de dois crimes emblemáticos cometidos durante o regime militar do país (1973-1985), entre eles o assassinato de Cecilia Fontana, mulher de um líder do Partido Nacional em 1978.

Cinco membros da Brigada de Narcóticos da Polícia se apresentaram ao juiz para esclarecer as circunstâncias do assassinato da esposa de Mario Heber, que morreu ao beber um vinho envenenado destinado a seu marido, opositor de regime, e cuja responsabilidade nunca foi esclarecida.

Durante a semana, todos os membros da brigada envolvidos no caso ou em sua investigação devem depor nesta semana.

Cecília morreu ao beber um vinho que havia sido enviado ao marido dela junto com um cartão na qual se elogiavam seus esforços para restabelecer a democracia no país.

Outras garrafas de vinho envenenado foram recebidas pelos dirigentes do Partido Nacional Luis Alberto Lacalle e Carlos Julio Pereyra, que não chegaram a prová-lo.

Além disso, hoje também começaram a depor ao juiz 20 militares envolvidos no caso de transferências clandestinas, em 1978, de presos políticos entre Uruguai e Argentina.

Neste caso, os principais acusados são o ex-comandante do Exército uruguaio e ex-presidente Gregorio "Goyo" Álvarez (1981-1985), preso há um ano e meio, e o ex-marinheiro Juan Carlos Larcebeau, preso há dois anos.

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