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Militares são condenados por matar desafetos de Pinochet

Assassinatos seriam um tipo de retaliação do ditador contra um atentado cometido contra sua vida

Associated Press,

28 de dezembro de 2007 | 15h27

Quinze agentes a serviço do general Augusto Pinochet foram condenados de cinco a 18 anos de prisão por terem cometido o assassinato de três dissidentes do regime ditatorial chileno que seriam os responsáveis por um sangrento, mas mal sucedido, atentado contra a vida do militar, em 1986.  A sentença mais longa, de 18 anos, foi imposta a Alvaro Corbalan, ex-chefe de operações do temido serviço de segurança de Pinochet. Corbalan, um major do Exército na reserva, assim como a maioria dos outros militares condenados pelos assassinatos, responde por outros crimes relativos à violação dos direitos humanos durante a ditadura comandada por Pinochet (1973-1990). De acordo com a corte, os 15 agentes de segurança teriam recolhido o jornalista José Carrasco e outros dois dissidentes do regime em suas casas, na noite de 7 de setembro de 1986, e depois, os mataram em retaliação ao atentado ocorrido contra Pinochet. Uma guerrilha de esquerda, no entanto, reivindicou o atentado contra a vida do ditador, na cordilheira dos Andes. O ditador sobreviveu, mas cinco guarda-costas foram mortos e outros 11 seguranças foram feridos. Pinochet morreu em dezembro de 2006, aos 91 anos.

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