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Militares usam gás tóxico contra a embaixada, diz Zelaya

Presidente deposto pediu a intervenção imediara da Cruz Vermelha; governo interino nega ataque

Efe e Agência Estado,

25 de setembro de 2009 | 15h31

Ocupantes da embaixada brasileira em Honduras usam máscaras para se proteger. Foto: Reuters

 

TEGUCIGALPA - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse nesta sexta-feira, 25, que os militares que cercam a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde o líder está abrigado, estão lançando gases nocivos no interior do edifício.

 

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Zelaya disse que "gases tóxicos estão sendo usados pelos militares para forçar a saída" da embaixada. "Temos aqui cerca de 60 pessoas que estão tentando respirar no pátio. Há pessoas que estão vomitando sangue. O gás tóxico está se espalhando", disse Zelaya à agência AFP por telefone.

 

Um fotógrafo da agência francesa, que está dentro da embaixada, disse que viu pessoas vomitarem sangue, mas que não se sabe o que as deixou doentes. "Nós exigimos que organizações de proteção... como a Cruz Vermelha internacional intervenham imediatamente", disse Zelaya.

 

Um porta-voz das forças militares hondurenhas negou o uso de gás. "Esta é uma das declarações falsas para a comunidade internacional. Não vejo como poderíamos espalhar produtos químicos. É uma estratégia que está sendo usada para atrair atenção no exato momento em que o Conselho de Segurança está reunido", disse o porta-voz.

 

Nas Nações Unidas, o Conselho de Segurança pediu que o governo interino de Roberto Micheletti "pare de molestar" a Embaixada Brasileira.

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