Mineiros entrarão com processo contra donos de mina e estatais chilenas

Grupo alega que empresas públicas também foram responsáveis por reabertura da San José

Efe,

21 de outubro de 2010 | 20h42

SANTIAGO- Os 33 mineiros resgatados em uma mina no norte do Chile abrirão um processo contra a empresa San Esteban, dona do local onde ficaram presos por mais de dois meses, e entidades públicas envolvidas na reabertura da mina em 2008, informou o advogado do grupo nesta quinta-feira, 20.

 

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Edgardo Reinoso disse a jornalistas que os mineradores decidiram entrar com ações não somente contra a San Esteban, mais também contra o Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin) e a Direção do Trabalho, que permitiram a reabertura da mina em 2008, mesmo sem ela contar com todas as condições de segurança necessárias.

 

A decisão do grupo, segundo o advogado, se baseia em declarações da ministra do Trabalho, Camila Merino. A funcionária teria dito que o governo tinha antecedentes "de que a mina não deveria ter sido reaberta".

 

Hoje, o mineiro Juan Illanes, terceiro a ser resgatado pela cápsula Fénix 2, deu sua versão sobre o acidente de 5 de agosto à justiça chilena. Ontem, quem depôs foi Luis Urzúa.

 

O objetivo dos interrogatórios é esclarecer a responsabilidade da San Esteban no desabamento e confirmar a versão dos trabalhadores de que eles teriam pedido para sair da mina três horas antes do acidente, mas que os administradores da mina não os permitiram deixar o local.

 

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