Ministra das Relações Exteriores do Equador renuncia

Não se sabe o que motivou decisão de María Isabel Salvador, que ainda deverá ser avaliada por Rafael Correa

Efe,

12 de dezembro de 2008 | 18h15

A ministra equatoriana de Relações Exteriores, María Isabel Salvador, apresentou nesta sexta-feira, 12, sua renúncia ao cargo, sem que até o momento se conheçam as razões para sua decisão, informou uma fonte da Chancelaria. Salvador entregou a carta de renúncia na Presidência e será o chefe de Estado, Rafael Correa, que vai tomar a decisão final, disse a fonte à Agência Efe. Salvador, que substituiu no cargo María Fernanda Espinoza, tinha assumido sua função no dia 7 de dezembro de 2007, após renunciar ao Ministério do Turismo, que ocupou também na Administração anterior, liderada por Alfredo Palácio. A fonte disse desconhecer as razões para a renúncia de María Isabel, que enfrentou em seu cargo um dos maiores desafios diplomáticos do Equador com a Colômbia, por causa da ruptura de relações diplomáticas causada pela incursão militar colombiana em território equatoriano em 1º de março deste ano. Nessa data, militares colombianos atravessaram a fronteira em uma operação contra um acampamento que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) tinham instalado na zona equatoriana de Angostura. Correa considerou que tal transferência da fronteira, sem autorização, representou uma violação da soberania e rompeu as relações diplomáticas, ainda não restauradas. Além disso, em sua função, María Isabel deveu enfrentar a tensão nas relações com o Brasil surgida por causa da expulsão da construtora Odebrecht por problemas na construção da central hidrelétrica San Francisco.  A tensão aumentou quando o governo do Equador decidiu recorrer às cortes internacionais para pedir uma arbitragem sobre um crédito de US$ 286,8 milhões contraído com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), usado para construir a usina. Por outro lado, com o Equador na Presidência pró-tempore da Comunidade Andina (CAN), María Isabel também esteve à frente do fracassado processo de negociações de um acordo de associação entre os países andinos e a União Européia (UE).

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