Ministro colombiano pede para ser investigado sobre 'paras'

Político quer eliminar qualquer especulação de possível ligação com paramilitares de ultradireita em 2005

HUGH BRONSTEIN, REUTERS

06 de agosto de 2007 | 15h33

O ministro das Finanças da Colômbia pediu nesta segunda-feira, 6, para ser investigado pelo procurador-geral da República, na tentativa de acabar com as especulações de que tenha ligações com esquadrões da morte paramilitares de ultradireita.    Chávez quer conversar com guerrilhas da ColômbiaOscar Zuluaga disse pretender ser objeto de um inquérito, depois da divulgação de reportagens dizendo que a Suprema Corte tem cópias de emails entre ele e um comandante paramilitar datados de 2005, quando Zuluaga era senador.O líder paramilitar, Ivan Roberto Duque, está preso.É o mais recente capítulo do escândalo que ligou alguns dos aliados políticos mais próximos ao presidente, Alvaro Uribe, das milícias de ultradireita, que são consideradas terroristas pelos Estados Unidos."Peço que se investiguem todas as minhas ações, sem exceção, e sem a menor reserva", disse Zuluaga numa carta aberta ao procurador-geral.Ele nega ter negociado com paramilitares e disse que seu gabinete no Senado cuidava de uma lista com 7.000 contatos por email. "Quero ser investigado de A a Z", disse Zuluaga, que assumiu o ministério em fevereiro. Quando era senador, ajudou a promover as reformas constitucionais que permitiram a reeleição de Uribe.Uribe foi reeleito no ano passado. Apesar do escândalo, ele continua contando com grande popularidade na Colômbia, por causa do combate às guerrilhas de esquerda.Há mais de dez parlamentares colombianos presos, acusados de apoiar os paramilitares. Outras dezenas de políticos, entre eles o primo senador do presidente, Mario Uribe, estão sendo investigados.Este ano, já tinha sido divulgada uma foto de Zuluaga ao lado de uma mulher que depois foi identificada como aliada de um grupo paramilitar.A Suprema Corte está questionando o plano de paz do governo, sob o qual 31 mil paramilitares entregaram as armas, em troca de benefícios como a redução das penas de prisão.A corte quer que os paramilitares sejam processados como criminosos comuns, mas Uribe prometeu a eles que eles sejam processados por crimes políticos, que em muitos casos podem ser perdoados.As milícias paramilitares formaram-se nos anos 1980, por proprietários de terra e colombianos ricos, com o apoio de traficantes, para se proteger dos rebeldes de esquerda. Ficaram famosas por matar camponeses que simpatizassem com os esquerdistas.

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