Ministro da Defesa colombiano é 'retardado mental', diz Chávez

O presidente venezuelano Hugo Chávez disse no domingo que o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, é um "retardado mental" por criticar os esforços da Venezuela na luta contra o narcotráfico. A declaração pode deixar ainda mais tensa a relação entre os países vizinhos.

REUTERS

25 de outubro de 2009 | 17h18

Silva garantiu nesta semana que existe um "tráfego livre" de aviões a serviço do narcotráfico saindo da Venezuela em direção à América Central e aos Estados Unidos.

"Eu acho que ele é no mínimo um retardado mental, deve ser retardado mental", disse o líder venezuelano durante a transmissão do seu programa semanal de rádio "Alô, Presidente".

Chávez congelou este ano as relações com a Colômbia e ordenou uma diminuição no comércio com seu segundo maior parceiro, por considerar que o plano de Bogotá de reforçar a cooperação militar com Washington é uma ameaça para sua "revolução socialista".

"Mas não, não, ele (Gabriel Silva) sabe o que está fazendo. Ele está seguindo instruções do império, porque na Colômbia não mandam os colombianos, na Colômbia manda o império ianque", acrescentou Chávez.

O governo venezuelano garante que a apreensão de carregamentos de drogas e a prisão de chefes do narcotráfico aumentaram desde 2005.

Mas Washington vem criticando os esforços de Caracas na luta contra o tráfico de drogas. E o Relatório sobre Drogas da ONU deste ano estima que 40 por cento da cocaína colombiana que chega na Europa passou pela Venezuela.

Por sua parte, o governo de Alvaro Uribe defende que o acordo com os EUA, que permite o uso de sete bases militares colombianas por tropas norte-americanas, reforçará a luta contra o narcotráfico.

(Por Enrique Andrés Pretel)

Tudo o que sabemos sobre:
VENEZUELARETARDADO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.