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Ministro da Defesa da Colômbia renuncia e busca Presidência

Juan Manuel Santos deixa cargo um dia antes do Senado votar referendo que tenta 3ª eleição de Uribe

Reuters

18 de maio de 2009 | 15h19

O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, renunciou nesta segunda-feira, 18, a seu cargo com a intenção de ser candidato à Presidência em 2010, um possível sinal de que o presidente Alvaro Uribe não tentará sua segunda reeleição consecutiva. A renúncia do dirigente político, que lidera a luta contra o narcotráfico, a guerrilha esquerdista e os grupos armados ilegais integrados por antigos paramilitares, acontece a um dia de o Senado se reunir para aprovar um referendo que busca autorizar uma segunda reeleição de Uribe.

"Considero que após este período a frente do Ministério da Defesa é necessário passar o posto e continuar a minha vida de serviço público em outros cenários. Por isto e com todo respeito, apresento a minha renúncia efetiva a partir do próximo dia 23 de maio", disse Santos em uma carta dirigida a Uribe e que leu em uma coletiva de imprensa.

"Passarei de ministro da Defesa a um simples mas decidido promotor de sua causa. Me dedicarei como você faz, a trabalhar, trabalhar e trabalhar pela continuidade da segurança democrática, na qual não podemos baixar a guarda enquanto o mal do terrorismo continuar vivo", acrescentou.

Santos conseguiu como ministro da Defesa os mais contundentes êxitos na história do país na luta contra a guerrilha das Forças Armas Revolucionárias da Colômbia (Farc) com a morte de vários de seus principais líderes como Raúl Reyes, Tomás Medina Caracas e Martín Caballero, durante as operações militares.

Ele também coordenou o resgate da ex-candidata à Presidência Ingrid Betancourt, de três norte-americanos e 11 efetivos das Forças Armadas sequestrados pelas Farc e promoveu uma campanha em meio da qual milhares de combatentes da guerrilha desertaram. Santos, que pertence ao Partido de la U, reiterou que somente lançará sua candidatura presidencial se o presidente Uribe decidir não ser candidato em 2010, buscando um terceiro mandato.

"Se o presidente decidir se lançar, ele contará com meu total apoio, este é o compromisso que tenho com ele e com o país. Se ele decidir não lançar sua candidatura a uma nova reeleição, eu serei candidato", assegurou. Uribe não disse com clareza se buscará seu terceiro mandato em 2010.

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