Ministro da Venezuela aponta divergências com a Colômbia

Declaração ocorre na 10ª reunião de ministros das Relações Exteriores da União de Nações Sul-americanas

Efe

28 de janeiro de 2008 | 04h15

O ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira, 28, que a Venezuela mantém com o governo do presidente colombiano, Álvaro Uribe, "profundas divergências".   Ele pediu ao povo colombiano que abra os olhos perante aqueles que querem levar ao "confronto entre nossos povos".   Em entrevista após a 10ª reunião de ministros das Relações Exteriores da União de Nações Sul-americanas (Unasul), que terminou no domingo, 27, em Cartagena de Índias, Maduro acusou "uma oligarquia que pretende levar os cenários de violência e de desintegração para a fronteira".   O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, "alertou com muita serenidade e muita firmeza" para a situação, disse Maduro, que falou sobre o assunto com o chanceler colombiano, Fernando Araujo, com quem se reuniu em particular no marco da reunião.   Ele afirmou que tinha transmitido a Araujo "a preocupação" que há, em sua opinião, em outros países da América do Sul, os quais não especificou, "com as informações que indicam que há setores aventureiros anti-venezuelanos que poderiam estar por trás de um plano para uma provocação de caráter militar contra a Venezuela".   "Ratificamos à opinião pública da Colômbia, ao povo nobre da Colômbia, que abra os olhos bem grande frente àqueles que querem levar a violência e querem servir de instrumentos para a desintegração e o confronto entre nossos povos", acrescentou.   Maduro acusou o "governo decadente dos Estados Unidos" de ter planos "para criar um cenário de desestabilização na América do Sul e mais ainda para abrir uma frente de desestabilização e violência contra a revolução bolivariana" e o governo de Chávez.   Se apoiou para isso nas "declarações de funcionários americanos a partir daqui (Colômbia)", em referência às visitas recentes, entre outros, do chefe do departamento antidrogas dos Estados Unidos, John Walters, e da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice.   Declarações que Maduro considerou "graves" contra Chávez, como de ser "facilitador e promotor de drogas" ou "quando é acusado de ser um risco militar, e de armar a guerrilha colombiana".   "O que fizemos foi alertar de maneira responsável e com um grande amor o povo colombiano sobre estes planos e esta situação", afirmou o chanceler venezuelano.   Ele reconheceu que Araujo rejeitou tais acusações. "Manteremos a comunicação como sempre, aberta para nos dizer a verdade", disse.   O ministro de Exteriores colombiano afirmou que seu governo mantém "excelentes relações com os Estados Unidos", que, apontou, "não vão contra nenhum outro país", mas pediu discrição sobre as reuniões bilaterais e as conversas que segue mantendo com Maduro.

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