Ministro defende ligação da Colômbia com as Farc

Para Rámon Rodríguez Chacín, só assim país consegue negociar libertações de reféns

Efe,

10 de março de 2008 | 18h36

O ministro do Interior venezuelano, Rámon Rodríguez Chacín, defendeu nesta segunda-feira, 10, a existência de "vínculos" do governo da Vanezuela com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) como parte dos seus esforços na busca de uma troca de reféns por guerrilheiros presos.   Veja também: Por dentro das Farc  Entenda a crise na América Latina  Histórico dos conflitos armados na região     "Claro que há vínculos das Farc com o governo, senão por qual meio vou coordenar a libertação das pessoas", disse em uma coletiva de imprensa e insistiu que "de alguma forma tenho que ajudar com isso e com certeza que há vínculos" nesse sentido.   O ministro venezuelano negou que os contatos com as Farc vão além disso e qualificou como "complicado" o envio de mensagens mútuas, o que pode demorar de duas a três semanas. "Eles têm sua guerra, as decisões que tomam são inescrutáveis, nunca sabemos o que vão decidir", acrescentou em referência as Farc.   Rodríguez Chacín reiterou que o governo da Colômbia "tem que negociar" com a guerrilha para encontrar uma solução, através de diálogos, ao conflito, ao tempo que defendeu o papel da Venezuela como "mediadora".   Ele ainda ironizou as supostas provas de financiamento da Venezuela à guerrilha e afirmou que esta só poderia fabricar as informações que o governo da Colômbia disse ter encontrado nos computadores, atribuídas ao número dois da Farc, Raúl Reyes, morto no dia 1º de março, durante uma operação das tropas colombianas em território equatoriano.   O ministro participou pessoalmente nas operações cumpridas este ano em selvas colombianas onde as Farc entregaram al governo venezuelano seis pessoas que mantinham como reféns.

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