Ministro diz que 90% da energia já foi restabelecida no Chile

Na noite do domingo, falha no Sistema Interconectado Central deixou cerca de 80% do país às escuras

estadao.com.br,

15 de março de 2010 | 08h49

 

SANTIAGO - Aproximadamente 93% do fornecimento de energia elétrica do Chile já foi restabelecido em nível nacional, informou nesta segunda-feira, 16, o Escritório Nacional de Emergência (Onemi, na sigla em espanhol) do país ao jornal La Nación. Na noite do domingo, uma falha do Sistema Interconectado Central (SIC) havia deixado 80% do território chileno às escuras.

 

O relatório divulgado pela Onemi por volta das 1h30 (mesmo horário de Brasília), informou que as regiões de Atacama, Valparaíso, Metropolitana, O'Higgins, Maule, Los Ríos e Los Lagos tiveram a normalização total dos serviços. Já as regiões de Coquimbo e Araucânia tiveram a eletricidade restabelecida em 98% e 90% se seu território respectivamente.

 

A situação só se encontra complicada na região de Bio Bio, que até a divulgação do relatório tinha apenas 40% do serviço restabelecido. As cidades de San Pedro, Coronel, Lota, Tome e Penco já têm eletricidade, mas Arauco, Lebu e Talcahuano continuavam sem luz.

 

O ministro do Interior, Rodrigo Hinzpeter, informou que as forças policiais foram acionadas nas ruas afetadas pelo terremoto de 27 de fevereiro e que o toque de recolher continua vigente para evitar tumultos. Segundo a rádio Bio Bio, o ministro disse que "a situação na qual se encontra o povo do Chile, com o terremoto e o apagão, faz com que seja intolerável para nós que algumas pessoas se aproveitam da fragilidade das circunstâncias como a falta de luz para afetar a tranquilidade".

 

Sobre o apagão especificamente, Hinzpeter disse que "obviamente tudo deve ser feito para que isso não volte a acontecer e o sistema deve ser revisto. As empresas terão que dar uma boa explicação para o que aconteceu". O ministro garantiu que tudo o que estiver ao alcance dos corpos legais, como a aplicação de multas, será feito. Hinzpeter concluiu dizendo que o governo fará "uma revisão exaustiva sobre o sistema e vai exigir das empresas envolvidas a responsabilidade a elas imputada".

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